O que é?
A Fibrose pulmonar é a presença anómala de tecido fibroso ou cicatricial nos pulmões. Pode aparecer na sequência de doenças pulmonares, que interferem com a sua função, afectando a respiração, as trocas gasosas e, consequentemente todo o metabolismo.
Esta não é considerada em si uma doença, mas uma consequência de uma patologia prévia, e é irreversível, podendo desenvolverse de um modo muito gradual ou mais rápido.
Sintomas
Uma vez que a fibrose pulmonar interfere com a elasticidade do tecido pulmonar e com as trocas gasosas, os sintomas mais comuns são a tosse e a dificuldade respiratória, com inspirações e expirações mais curtas e rápidas. Inicialmente estes indícios podem ser muito ligeiros e quase impercetíveis, todavia vão-se agravando à medida que a fibrose se desenvolve.
Posto isto, numa fase inicial a dificuldade respiratória apenas é evidente após um esforço físico, mas com o avançar da condição começa surgir mesmo após atividades muito simples como tomar banho, vestir-se ou comer.
A tosse costuma ser seca e crónica, causando desconforto torácico. A má oxigenação do sangue e dos tecidos associa-se a extremidades frias e arroxeadas, podendo surgir alterações ao nível das unhas. Ocorre ainda diminuição do apetite e perda de peso. Noutros casos, os pacientes referem dores musculares e articulares.
Causas
São muitos os casos nos quais não é possível identificar a sua causa, sendo classificada como idiopática. Em outros, as causas mais comuns são as doenças autoimunes (artrite reumatoide, esclerodermia, polimiosite); as doenças profissionais, em que ocorre exposição a substâncias como o asbesto, sílica berílio, metais pesados, alcatrão, a exposição ambiental a bactérias, fungos ou radiações; alguns medicamentos, como a nitrofurantoína, sulfasalazina, amiodarona, propranolol, fenitoína, metotrexato, bleomicina ou a oxaliplatina; pode surgir após uma infeção viral; ou pode ainda estar associada a uma causa genética.
Diagnóstico
O diagnóstico da causa de fibrose pulmonar é difícil, mas extremamente importante porque a evolução da doença e o seu tratamento varia em função da sua origem.
De um modo geral, um diagnóstico preciso passa pela observação médica e pela história clínica, onde se podem obter dados relevantes para identificação da causa da fibrose pulmonar.
Em função dos elementos obtidos são solicitados exames adicionais, como uma tomografia torácica, estudos laboratoriais, provas de função respiratória e de exercício, doseamento dos gases arteriais ou, se necessário, uma broncoscopia ou uma biópsia pulmonar cirúrgica.
Tratamento
A fibrose pulmonar é irreversível e, como tal, não pode ser curada. A estratégia terapêutica actual pretende impedir a formação de fibrose adicional e aliviar os sintomas já presentes.
O tratamento conservador passa pela toma de corticoides e por fisioterapia, algumas vezes é necessário o recurso à oxigenioterapia, quando os níveis de oxigénio são reduzidos, e o transplante pulmonar, quando os casos são mais graves e não reagem aos tratamentos.
A fisioterapia pulmonar é um recurso extremamente importante nestes casos, pois promove o aumento da função e elasticidade dos pulmões e, desse modo, melhoram a qualidade de vida dos pacientes.
Prevenção
- Evitar substâncias tóxicas, ou outras, associadas ao desenvolvimento de fibrose pulmonar. Em casos profissionais, devem ser tomadas todas as medidas para que se reduza essa exposição e garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores.
- Quando ocorre uma doença que se pode associar à fibrose pulmonar, é essencial a vigilância regular.